Prometido é devido. Voltemos a Peste antes de vos contar como foi em Buda.
Foi com imenso esforço que levantei o rabo da cama, depois de uma noite que, apesar de prometer descanso, foi aproveitada para pôr a conversa em dia com a nossa gente (André e minhas meninas, soube-me pela vida falar convosco :D). Tomámos o belo do banho, onde improvisámos um tapete de banheira: um saco de plástico. Sim, aqui os espertalhões esqueceram-se de trazer chinelos e tomar banho de meias como tínhamos feito em Viena… huum, não obrigada!
Tudo pronto, segue-se a troca dos euros pelos Florins. Obrigada Senhor Pai da Filipa por nos ter esclarecido sobre o valor desta moeda. Sim, fomos surpreendidos numa bomba de gasolina quando inocentemente tentámos pagar em euros, mas o Dread estava lá para resolver a cena!
Dinheirinho trocado, o que é que os gordos decidem fazer?! Obviamente, o belo do pequeno-almoço numa simpática pastelaria. E prontos para a aventura.
O próximo passo seria deixar o carro em segurança. E não é que objectivo cumprido a preço muito baixo? Um parque de estacionamento automático, onde não podem entrar as pessoas: o sistema instalado no chão leva o carro lá para dentro. Um dia e uma hora ficaram a 500f lorins a cada um, ou seja, 1,78euros. Deixem-me que vos diga, parecíamos quatro pamoinas a ver o carro entrar lá para dentro. Querem ver também?
Primeira paragem? Basílica St. Stephens. Um monumento cortês, que impõe respeito e admiração. Começámos pela igreja e decidimos subir para ter Budapeste a nossos pés. É importante dizer que, como turistas empenhados que somos, não optámos pelo elevador… Se o arrependimento matasse! Vá, valeu a pena. Lá em cima é maravilhoso! Budapeste não ficou aos meus pés, pelo contrário… Eu é que me rendi completamente ao seu encanto! Como consegui sair da Basílica viva e sem que as escadas me fizessem rebolar até lá baixo, posso concluir que fiquei fã da cidade.
Nisto tanta maravilha abre o apetite, claramente que os meninos não passam fome! Parámos num estabelecimento em que os bolos e etc eram 149 florins, o que equivale a 0,53centimos. Aqui, a Sara descobriu que o seu belo bolo de chocolate afinal não era chocolate, a água não era a água, as pastilhas não eram o sabor desejado. Às vezes é complicado! Pouco importa, seguimos pela Andrássy Avenue. Sempre a pé, deparamo-nos logo com a Ópera que, como já é complicado encontrar adjectivos para descrever tudo o que vi, passo a mostrar:
E continua a Andrássy Avenue para passarmos na curiosa Casa do Terror. Ao longo do edifício, estavam coladas fotos de homens e todas elas identificadas. Não percebemos o significado nem arranjámos alguém que nos explicasse… Homens importantes? Maus? Bons? Grandes nomes no desenvolvimento da História do Terror? Talvez…
Andar, andar, andar… E andar mais um pouco. Um cão, serra da estrela pequenino, fez-nos as delícias. Mãe, porque não posso ter um cão? =( até que estamos em frente aos museus. À frente dos museus, a famosa Heroes Square. Bonita, obviamente. Porque tudo aqui é belo! (menos a mega escarreta verde que vimos no chão e quase me fez perder o senhor pequeno almoço que tinha acabado de tomar). Verdade seja dita, e porque sabemos apreciar o que é nosso, não ganha ao grandioso TERREIRO DO PAÇO! De qualquer modo, não perde o seu mérito:
Atravessar a estrada para ver o lago que circunda o Palácio e passear pelos jardins que o rodeiam. Queridos amigos, desiludam-se: não há lago. Mas há jardim e Palácio. Mas não perdeu a sua atitude majestosa, apesar das máquinas escavadoras que o rodeiam e do tempo chuvoso.
Meus caros amigos, andar cansa. Apanhámos então o metro onde fomos presenteados com bilhetes bem mais caros do que era previsto e com a antipatia extrema do homem da bilheteira. Precisamos lá nós da bestinha para quê? O metro é estranho, faz um som irritante quando abre e fecha as portas. Os bancos têm uma disposição diferente e é quando não são sofás longos para todo o mundo sentar.
Todo este esforço porque tínhamos de ver o Parlamento. O Parlamento que, visto da Basílica de St. Stephens teimava em parecer o Castelo. O Parlamento que é de todo, belo. Estilo gótico (a Filipa sempre a dar-lhe na sua sabedoria artística). Sem falhas, sem defeitos, perfeito para mim
E a partir do metro a fome apertava. Desejámos comida o caminho inteiro de volta: sopa (canja para mim e para Filipa), Nestum mel (empapado ou mais liquido, tanto faz), Cerelac (sempre com as bolinhas de farinha mal desfeitas propositadamente), arroz branco, chinês, oh! Seria tão feliz se me dessem um litro de leite naquele momento… Até que chegámos a rua das lojinhas dos souvenirs e encontrámos um restaurante Chinês baratinho. Escolhi o prato que parecia mais barato: 300 florins, 1,07euros. Está bem, quando estou a chegar à caixa o Nuno diz: “o teu é carote”. “Tás parvo, Nuno? E não.” E a caixa registadora marca: 950 florins, 3,52centimos. Não faço a mínima do que comi, acho que prefiro continuar na ignorância. E siga recordações. Oh, que desilusão! Odeio querer comprar e não poder. Encontrei finalmente as matrioskas, mas eles exploram os turistas e não pude comprar… Um desculpa ao Tiago Costa e à Mamã! Não vou desistir de procurar =) Ficámos pelos postais, já não é mau.
Bom, se calhar estávamos cansados. Hostel. Internet. Eu acabei por dormir um pouquinho. A Filipa e o Nuno a ver o que se passa na Televisão Portuguesa e a Sarinha sempre na conversa no seu portátil. Chega a hora do jantar e partimos em busca dum restaurante digno da nossa companhia. Esta noite merecemos, o Nuno estava quase a fazer anos. Corremos 50 restaurantes, tudo caro ou com mau aspecto ou com pratos não muito apelativos. Quase a desistir, tentámos a sorte num. Sabem que mais? Dinheiro mal gasto. A sopa era como já vos descrevi, o Nuno e a Filipa do prato deles só comeram a perna do frango e a minha pizza e da Sara, que era o que ainda mais se safava, tinha um ketchup detestável. Há que acrescentar que o Dono do Restaurante era duma falta de educação… Se já não tivéssemos feito o pedido teríamos ido embora. Agora arrependo-me de não o ter feito. Até 800 florins pelo pão (que não comemos) tivemos de pagar!!! Ao menos a cerveja era boa, haja algo positivo :D
Pagámos e fomos embora. Esperava-nos um bar que tínhamos topado ao procurar os restaurantes. Um bar simples, mas completamente acolhedor, envolvente, com muito bom ambiente. O chão era coberto de palhas e cascas de amendoins, tipo estaleiro. As paredes e o tecto não se viam de cobertas de papéis que as pessoas escrevem quando ali passam e prendem na parede para deixar a sua marca. Óbvio que aqui os meninos não ficaram para trás, toca a procurar na carteira tudo o que pode ficar: viagem de Bragança a Lisboa, o cartão de fidelidade do Barcarola do Nuno, papéis escritos por todos nós. Missão cumprida, podemos partir.
Estava quase na meia-noite. Heeei, o Nuno faz anos. Somos a vergonha, não bolo, não champanhe. Fomos para a Green Bridge e presenteámo-lo com as nossas vozes ao ritmo de “Parabéns a você”. Os anos do Nuno duraram 20 minutos, mas 20 minutos de pura estupidez. Ainda dançámos a “bandera” onde a Sara escavaca o telemóvel e a Filipa desajeitada se farta de dar biqueiradas nas canelas do pessoal. Acho que se aproveitou um bocado da situação. Foi assim que fizemos o poster “Aniversário”. E chegados ao hostel, ao nosso confortável quarto, cada um se pôs no seu computador. Até que a Célinha fica com as birras do sono e já só diz bodega! Bem, há que aprender a lidar com isso. Era verdadeiramente hora de ir à cama. Sim, porque eu digo “ir à cama” e não “ir para a cama”. Chatas!
PS: Apesar de parecer um post da Sara, mega descritivo e grande, fui realmente eu que o escrevi. Normalmente não gosto, mas estamos a caminho de Liubliana e não quero adormecer para fazer companhia ao Nuno e à Filipa. A Sara acabou de acordar e disse: “Ainda estás a escrever?”. Vá, compenso todas as vezes em que aqui nada fiz.
PS2: Deixo o dia seguinte, sobre Buda, para a minha sista Pipz!
PS3: SINTO MUITO A VOSSA FALTA GENTE @ SEMPRE PRESENTES
Célinha
Muito bem....belo post que aqui esta =)
ResponderEliminarPonto alto...ver um carro a entrar para uma garagem que faz lembrar completamente a parte do filme ligação a tóquio da velocidade furiosa, mas com o belo promenor de se ouvir de fundo..."um burro a olhar para um palacio"...tipicamente tuga lol, acrescentando no fim não sei muito bem para que pois duvido que existisse alguem na zona para perceber a parte "é que na nossa terra não existe disto" =P
ps: acredito plenamente que todas cantaram os parabens ao nuno...mas a ideia que fica é que a SARA gritava os parabens a voce, de tal forma que só no fim se chega a ouvir mais vozes =P
beijos
Teres um cãozinho para fazeres o mesmo que fazes à rã e ao coelho sempre que sais , entrega los aos cuidados da mamã. Para isso começas a ficar em casa mais tempo.Não é sò tê.los filhota.Continuem a colocar mais fotos e videos .Ouvir a tua voz foi bom e verem que se divertem ainda melhor. Agora ha que começar a estudar os textos e ir as aulinhas .bjinho
ResponderEliminarÉ assim mesmo, Sara, ou se canta ou não se canta.Gostei muito de vos ouvir.BEIJOS.
ResponderEliminarOlha, menino Tiago: fala o menino que nos filmes do concerto dos U2 gritava que nem um maluco!De tal maneira que nem se consegue ouvir o Bono!=) lol beijinho!
ResponderEliminarSara