Dobrodošli

Dobrodošli!
...que é como quem diz, bem-vindos! Para aqueles a quem ainda restam dúvidas, este é oficialmente o início da nossa aventura na ESLOVÉNIA e não na ESLOVÁQUIA, e vamos para LJUBLJANA e não para a LITUÂNIA!
Acompanhem-nos ;) Saudações eslovenas!

domingo, 31 de outubro de 2010

Dia da Reforma Protestante

No dia 31 de Outubro é celebrado o dia da Reforma Protestante. 


No ano de 1517, Martinho Lutero expunha nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses contra a venda de indulgências. Indulgência é o mérito, por boa acção ou compra, da remissão da pena dos pecados. Verdadeiros abusos eram cometidos nesta época. As pessoas achavam que não precisavam mais da graça, da fé, da palavra de Deus, nem de Jesus Cristo: compravam uma carta de indulgência e pronto, a salvação estaria garantida. Era o pensamento da época. Era a onda religiosa do momento.
Martinho Lutero argumentou contra isso. Ensinou que a Igreja devia pregar a salvação pela graça e fé, mediante a acção de Jesus Cristo, revelado nas Sagradas Escrituras. Nem ele tinha consciência das proporções que tomaria este movimento. Novas rupturas e até novas guerras se justificaram a partir de então. 


As ruas estão desertas. Nem temos problemas em atravessar a estrada fora das passadeiras porque não há movimento na rua. É domingo e para a acrescentar é feriado. Não se sai hoje.

sábado, 30 de outubro de 2010

PIPZ’S BIRTHDAY

O aniversário da Pipa começou às 00h00, com o típico parabéns a você, acompanhado por um bolo, um isqueiro e uma mala. Ah, e o Dread a ver as figurinhas na Webcam. Já agora (e porque o Dread resolve sempre), um obrigada por ter tratado do problema da viagem :D quando cá vier, a gente compensa eheh
Quando a Pipa faz anos, é uma aventura. Uma grande aventura! Fica o aviso…




Programa: Aulas, Jantar no Tailandês, Bar no Centro e Casino Lev.

Beeem… Saltemos as aulas não é?!
Jantar no Thai inn Pub. As princesas chegaram ao restaurante às 19h e não queriam comer tão cedo. Não é chique! Então, para ser giro manda vir umas entradas, beber quelque chose… E venha a comida! Gostámos, mas acabar aquilo era complicado! A comida do Nuno tinha tanto picante que o gajo ficou em brasa! E ainda aproveitámos para trazer umas laranjas (apesar de ressequidas!) para casa. Oh, sagradas student meals…








Não há espaço para mais bebida, mais comida, mais nada. Bar?! Esquece lá isso. Siga Casino que o pessoal ‘tá cheio de money! Aaaah, mentira. Tínhamos uns bilhetes que ofereciam 5euros para jogar nas máquinas e uma bebida grátis, é de aproveitar!

Casino. Aiiii, a Pipa esqueceu o BI! Não tem nada que a identifique. Ofereço-me para ir com ela a casa. Ora íamos para onde?! Casa?! MENTIRA!! Depois de 15min à espera do autocarro a Pipa apercebe-se de que aquele não era o caminho para casa. Aliás… era completamente o oposto de casa. Saímos do autocarro, sozinhas, no nada. MEDO! Naaa, com a segurança não brincam as meninas. Táxi: arrota 7,30euros.

Mas a Pipa ainda faz anos e queremos festa. Já com BI, paragem de autocarro. Waiting… Waiting… Waiting… Waiting… Se calhar íamos de táxi! Waiting… Waiting… Waiting… NADA! Naaaaao, ninguém percebe que a Pipa faz anos e só queremos chegar ao Casino antes das 00h00 para o brinde com as bebidas grátis?!

AAAH! Autocarro. Felicidade. Rir do sucedido. Estava a ser bom demais… Entra o monstro! Um deficiente. Calma, não sou assim tão rude. Tinha um corpo estranho, todo ele era estranho. ERA UM REBARBADO DE PRIMEIRA. Eu e a Filipa sorrimos cúmplices quando ele entra no autocarro… coitado! As dificuldades pelas quais não deve passar! Até que… MEDO! Mete a cabeça no meio das duas e eu dou um salto, um berro… não sei o que fiz mas a Filipa ainda hoje goza com a minha cara. Fugimos para junto do motorista e ele olha fixamente para nós. Não tira os olhos de nós e cabeça fica no sítio onde a gente estava. Era de facto… repugnante. Nojento! Não estávamos a gozar com o homem… Sinceramente eu estava a rir para não chorar. “Célia queres sair?”. “Quero Filipa, quero muito”. Fugimos. Saímos do autocarro e o homem fica lá dentro. Mesmo assim… Nós corremos! Corremos muiiito, sem parar… Não é que ele tivesse hipótese de nos apanhar… Mas não sei… A Filipa dizia: NÃO PARES! Heiii, eu também não queria parar…

Ainda nos perdemos mais umas duas ou três vezes à procura do Casino. Desespero. Mas ainda vamos a tempo de chegar antes da meia-noite. Conseguimos. Já tínhamos tido a nossa dose de azar da noite, agora vinham as coisas boas: oferecem um vale de 10euros à Filipa por fazer anos. Há café, coca-cola, sumos, água… tudo para consumo gratuito. Jogamos o nosso dinheiro dado e fazemos um lucro de 8euros. Podia ter sido mais, mas apetecia-nos jogar. À saída, oferecem uma garrafa de vinho à Filipa… E chegamos a casa.

Lembrei- me agora, Pipa. Tanta coisa… E o brinde?!

PS: Quando já estava deitada no conforto da minha cama pensei: “foi a melhor noite em Ljubljana!”

Saudades,
Célinha

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tilia Olimpija - EC VSV

O Olimpija perdeu por 4-2 contra o EC VSV.

Ontem fomos ver o Olimpija em hóquei no gelo. Chegámos só no segundo período do jogo e as bilheteiras já estavam fechadas. Fomos perguntar aos seguranças se já não havia bilhetes à venda e eles olham para as bilheteiras, depois olham para nós e dizem: Não. Fizémos um ar tão miserável que a senhora segurança teve piedade e compaixão e deixou-nos entrar sem pagar um cêntimo. Toma lá. A Célia reagiu com um " ai apetece-me gritar! Estou tão feliz!".

Para nossa tristeza a equipa adversária era bem melhor. Mas bem que celebrámos os dois golos do Olimpija.








Beijos,
Filipa

domingo, 24 de outubro de 2010

Maratona Domingueira

Bom dia, fiéis seguidores!Uma pessoa relaxa um bocadinho dos seus compromissos de escrita no blog, começa logo a ouvir reclamações!=P

A nossa vida por Ljubljana tem decorrido sem grandes novidades, mas ainda assim nunca perde o encanto saír de casa e ir até ao centro dar uma voltinha, como fizemos ontem! Ljubljana é sempre visitável e as margens do Ljubljanjca convidam sempre a que voltemos...Uma vez junto ao rio, para sempre junto ao rio. Cheira definitivamente a Outono, por aqui. Há folhas caídas por todo o lado e, em cada esquina, espreita o cheiro a castanhas acabadinhas de fazer. Hmmm..claro que não resisti,tive de comprar. Mas uma "Mala" porque a "Velika" era muito cara =P

Enquanto caminhávamos fomo-nos apercebendo do aparato que se estava a formar em torno da maratona que se ia realizar hoje de manhã!Havia cartazes por todo o lado a anunciar e pequenas bancas de venda de material desportivo. Disse logo: "Que giro!Amanhã bora levantar cedo e vir ver a maratona!", e a Célia ripostou com o seu usual: "Prometes?". "Prometo".

Como se vem tornado hábito, o caminho para casa foi feito a falar sobre comida (aii tanta fominha que passamos aqui!lol). Entre desejos de alheira de Mirandela, Bitoques, Canja de galinha, Feijoada, etc, chegámos à conclusão do que seria o nosso jantar: Franguinho estufado com esparguete. A Filipa disse logo: "Aii então fazes tu que eu não sei fazer esse. Sou tua assistente". A Célia disse: "Eu ponho a mesa". O Nuno não disse, mas pensou: "Quando chegar a casa vou jogar PES!". LOL, pronto, ontem calhou-me a mim fazer o jantar! E para que acredites, mãe, tirámos uma fotografia:



Com a barriguinha aconchegada, fomos para o quarto esgotar toda a parvoíce que temos e rir até estarmos no ponto para ir para a caminha...

(...)


TRIIIIMMM!"Porque é que eu faço promessas?"...
Lol, como sou uma rapariga de palavra, levantámo-nos cedinho e lá saímos de casa em direcção ao centro, para darmos uma olhada na maratona e numas montras que nos têm andado a provocar...=P
Não nos lembrámos de um pormenor aparentemente óbvio: todo o trânsito de Ljubljana estava cortado devido à maratona. Quando chegámos à paragem do autocarro, veio logo um senhor ter connosco: "Ni avtobusi danes." Não foi preciso tradução. Yes.
Acham que desistimos e voltámos para a cama? Estivemos quase. Mas não, decidimos PARTICIPAR na maratona, em vez de VER apenas a maratona!Fomos até ao centro e voltámos, num percurso total de 40 minutos a pé!E agora, pais que dizem que só comemos é pizzas e hamburgueres e que vamos ficar gordas, tomem lá!=P
Planeado não tinha corrido melhor: chegámos ao centro mesmo na altura em que estavam a chegar os primeiros atletas, tendo conseguido registar o momento:
(Infelizmente a net que apanhamos está muito lenta para conseguir carregar o vídeo, mas depois mostramos!)

Bom Domingo, caríssimos!
Vou estender a roupa que o programa da máquina já acabou.

Beijinhos, Sara

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Roupa velha

Este post vai ser relativo ao dia 20-10.2010. Ontem.  Desculpem pelo dia de atraso

Depois de um belo almoço preparado pelo Nuno e servido nas nossas novas taças do IKEA, fui à varanda apreciar a nossa nova cidade. E qual é o espanto?
- Nuno o que é aquilo?
- Oh! Filipa, Sara!!

Elas vêm a correr. NEVE. Os montes eslovenos já foram presenteados com os primeiros flocos de neve deste Inverno. Adoro!


Célinha


Dormimos pouco porque chegamos tarde da nossa vinda de Budapeste e hoje a aula era as 8h. Saímos as 10h. A Célia e eu fomos para casa, tirámos comida estragada (podre) do frigorífico e dos armários. Pois, a cebola não pode estar no armário fechada. Tinha um monte de bichinhos voadores à volta da cebola. Limpar tudo! Depois lavámos os cobertores que adquirimos na nossa viagem. A seguir a Célia meteu-se na cama e eu feita estúpida continuei nas limpezas. Resultado: a aula de History of Documentary Photography não foi minimamente fácil de aguentar. A sala estava às escuras e o professor mostrou-nos uma apresentação de fotografias que eram acompanhadas por uma música de embalar. Mesmo a provocar. Morri lentamente dentro daquela sala de aula.

Beijo,
Filipa


Não havia meio de aguentar as fotografias e as suas belas melancolias. Isto acrescentado ao facto de estar sentado ao lado do zombie  (Pipa) e de estarmos com fome. Salvação? INTERVALO. 15 minutos. Pizza familiar, 2,58€. Célia + Pipa. 15min demorou a pizza a vir. E comer aquilo?

- Célia, isto é muito maior do que eu pensava!

Sim, aquilo era uma mega pizza. E foi devorada numa média de 7 minutos. Sim, era deliciosa... E mete-la toda ao bucho? No caminho para a sala, a Célia espumava da boca. A Filipa ria perdidamente! Problema 1 resolvido. Surge então o segundo. Como vamos enfrentar a 2ª parte da aula?
HELP ME! Hoje não ando, rebolo...

PS: Sim, isto foi escrito de pança cheia... Na 2ª da aula. Não posso olhar para a Filipa ou dá-me a risa, não posso olhar para o Professor ou dá-me o sono. Então, escrevo para vocês =)

Célinha

BUDA

Que irónico. A parte de Buda calhou-me a mim descrever. Aqui a gorda escreve sobre Buda. Está bem.

No dia dos anos do Nuno visitámos então o lado BUDA. Começámos o dia com drama. " Boa, e agora onde é que vamos deixar as malas?" O check out era às 11h e não nos apetecia muito andar com as malas atrás. Eu e o Nuno fomos buscar o carro a pé, enquanto a Sara e a Célia ficaram num café com as malas. Ficaram a comer croissants. Mas aqui a gorda escreve sobre Buda.

Depois de apanharmos o carro no estacionamento do futuro fomos buscar as princesas. Metemos tudo no carro e lá fomos nós. Atravessámos a Green Bridge e TCHARAN: BUDA! Fomos visitar o castelo. Ao apreciarmos a grandiosa vista do castelo a Célia diz: "UAU, afinal gosto mais do lado Buda!" Ao que a Sara responde: "Oh burra o que estás a ver é o lado Peste". Pois. A Célia gosta é de Peste. Irónico.






Aqui a Buda e os outros 3 foram comer um doce que estavam a vender numa barraquinha. Ui que maravilha. Sentimos um cheiro divinal e fomos atrás dele " Espera lá que temos de comer o que quer que isto seja...acho que vem daquele lado". E comemos. Era de canela e era bem bom.





Depois de sairmos do castelo entrámos naquilo que julgávamos ser a entrada de um labirinto. QUE FIXE! Afinal andámos cerca de 1 minuto por um corredor que nos levou até às bilheteiras do verdadeiro labirinto. Paga-se? "Ok, have a nice day" e fomos embora para o carro.





MARGARET ISLAND. É o Central Park de Budapeste. Adorámos. Andávamos pela ilha de boca aberta. Sorte termos ido no Outono. Autêntico conto de fadas.







Paragem seguinte: McDonald's. Comemos o do costume e começámos o caminho de regresso a casa. "Ei ei, espera aí. Devíamos aproveitar o facto de aqui haver IKEA". Canecas, taças, uma colher grande para tirar a comida do tacho e um edredon. Maravilhoso complexo industrial, este IKEA. Depois, não satisfeitos, ainda fomos à Decathlon tentar comprar um colchão para as nossas visitas. Nada feito. Tragam sacos-cama. "Bela bosta de Decathlon. Aquela ao pé de Sintra é bem melhor".

 Ainda tentámos a Media Markt mas não encontrávamos o caminho. Retomámos o caminho de regresso a casa. Por volta as 00:00 chegámos à Reboljeva.

Beijos,
Filipa


NOTA: 1255 Km

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

E que mais sobre Peste?


Prometido é devido. Voltemos a Peste antes de vos contar como foi em Buda.
Foi com imenso esforço que levantei o rabo da cama, depois de uma noite que, apesar de prometer descanso, foi aproveitada para pôr a conversa em dia com a nossa gente (André e minhas meninas, soube-me pela vida falar convosco :D). Tomámos o belo do banho, onde improvisámos um tapete de banheira: um saco de plástico. Sim, aqui os espertalhões esqueceram-se de trazer chinelos e tomar banho de meias como tínhamos feito em Viena… huum, não obrigada!

Tudo pronto, segue-se a troca dos euros pelos Florins. Obrigada Senhor Pai da Filipa por nos ter esclarecido sobre o valor desta moeda. Sim, fomos surpreendidos numa bomba de gasolina quando inocentemente tentámos pagar em euros, mas o Dread estava lá para resolver a cena!

Dinheirinho trocado, o que é que os gordos decidem fazer?! Obviamente, o belo do pequeno-almoço numa simpática pastelaria. E prontos para a aventura.
O próximo passo seria deixar o carro em segurança. E não é que objectivo cumprido a preço muito baixo? Um parque de estacionamento automático, onde não podem entrar as pessoas: o sistema instalado no chão leva o carro lá para dentro. Um dia e uma hora ficaram a 500f lorins a cada um, ou seja, 1,78euros. Deixem-me que vos diga, parecíamos quatro pamoinas a ver o carro entrar lá para dentro. Querem ver também? 



Primeira paragem? Basílica St. Stephens. Um monumento cortês, que impõe respeito e admiração. Começámos pela igreja e decidimos subir para ter Budapeste a nossos pés. É importante dizer que, como turistas empenhados que somos, não optámos pelo elevador… Se o arrependimento matasse! Vá, valeu a pena. Lá em cima é maravilhoso! Budapeste não ficou aos meus pés, pelo contrário… Eu é que me rendi completamente ao seu encanto! Como consegui sair da Basílica viva e sem que as escadas me fizessem rebolar até lá baixo, posso concluir que fiquei fã da cidade. 










 
Nisto tanta maravilha abre o apetite, claramente que os meninos não passam fome! Parámos num estabelecimento em que os bolos e etc eram 149 florins, o que equivale a 0,53centimos. Aqui, a Sara descobriu que o seu belo bolo de chocolate afinal não era chocolate, a água não era a água, as pastilhas não eram o sabor desejado. Às vezes é complicado! Pouco importa, seguimos pela Andrássy Avenue. Sempre a pé, deparamo-nos logo com a Ópera que, como já é complicado encontrar adjectivos para descrever tudo o que vi, passo a mostrar:




E continua a Andrássy Avenue para passarmos na curiosa Casa do Terror. Ao longo do edifício, estavam coladas fotos de homens e todas elas identificadas. Não percebemos o significado nem arranjámos alguém que nos explicasse… Homens importantes? Maus? Bons? Grandes nomes no desenvolvimento da História do Terror? Talvez… 



Andar, andar, andar… E andar mais um pouco. Um cão, serra da estrela pequenino, fez-nos as delícias. Mãe, porque não posso ter um cão? =( até que estamos em frente aos museus. À frente dos museus, a famosa Heroes Square. Bonita, obviamente. Porque tudo aqui é belo! (menos a mega escarreta verde que vimos no chão e quase me fez perder o senhor pequeno almoço que tinha acabado de tomar). Verdade seja dita, e porque sabemos apreciar o que é nosso, não ganha ao grandioso TERREIRO DO PAÇO! De qualquer modo, não perde o seu mérito:


 
Atravessar a estrada para ver o lago que circunda o Palácio e passear pelos jardins que o rodeiam. Queridos amigos, desiludam-se: não há lago. Mas há jardim e Palácio. Mas não perdeu a sua atitude majestosa, apesar das máquinas escavadoras que o rodeiam e do tempo chuvoso.
 
Meus caros amigos, andar cansa. Apanhámos então o metro onde fomos presenteados com bilhetes bem mais caros do que era previsto e com a antipatia extrema do homem da bilheteira. Precisamos lá nós da bestinha para quê? O metro é estranho, faz um som irritante quando abre e fecha as portas. Os bancos têm uma disposição diferente e é quando não são sofás longos para todo o mundo sentar. 




Todo este esforço porque tínhamos de ver o Parlamento. O Parlamento que, visto da Basílica de St. Stephens teimava em parecer o Castelo. O Parlamento que é de todo, belo. Estilo gótico (a Filipa sempre a dar-lhe na sua sabedoria artística). Sem falhas, sem defeitos, perfeito para mim



E a partir do metro a fome apertava. Desejámos comida o caminho inteiro de volta: sopa (canja para mim e para  Filipa), Nestum mel (empapado ou mais liquido, tanto faz), Cerelac (sempre com as bolinhas de farinha mal desfeitas propositadamente), arroz branco, chinês, oh! Seria tão feliz se me dessem um litro de leite naquele momento… Até que chegámos a rua das lojinhas dos souvenirs e encontrámos um restaurante Chinês baratinho. Escolhi o prato que parecia mais barato: 300 florins, 1,07euros. Está bem, quando estou a chegar à caixa o Nuno diz: “o teu é carote”. “Tás parvo, Nuno? E não.” E a caixa registadora marca: 950 florins, 3,52centimos. Não faço a mínima do que comi, acho que prefiro continuar na ignorância. E siga recordações. Oh, que desilusão! Odeio querer comprar e não poder. Encontrei finalmente as matrioskas, mas eles exploram os turistas e não pude comprar… Um desculpa ao Tiago Costa e à Mamã! Não vou desistir de procurar =) Ficámos pelos postais, já não é mau. 




Bom, se calhar estávamos cansados. Hostel. Internet. Eu acabei por dormir um pouquinho. A Filipa e o Nuno a ver o que se passa na Televisão Portuguesa e a Sarinha sempre na conversa no seu portátil. Chega a hora do jantar e partimos em busca dum restaurante digno da nossa companhia. Esta noite merecemos, o Nuno estava quase a fazer anos. Corremos 50 restaurantes, tudo caro ou com mau aspecto ou com pratos não muito apelativos. Quase a desistir, tentámos a sorte num. Sabem que mais? Dinheiro mal gasto. A sopa era como já vos descrevi, o Nuno e a Filipa do prato deles só comeram a perna do frango e a minha pizza e da Sara, que era o que ainda mais se safava, tinha um ketchup detestável. Há que acrescentar que o Dono do Restaurante era duma falta de educação… Se já não tivéssemos feito o pedido teríamos ido embora. Agora arrependo-me de não o ter feito. Até 800 florins pelo pão (que não comemos) tivemos de pagar!!! Ao menos a cerveja era boa, haja algo positivo :D
Pagámos e fomos embora. Esperava-nos um bar que tínhamos topado ao procurar os restaurantes. Um bar simples, mas completamente acolhedor, envolvente, com muito bom ambiente. O chão era coberto de palhas e cascas de amendoins, tipo estaleiro. As paredes e o tecto não se viam de cobertas de papéis que as pessoas escrevem quando ali passam e prendem na parede para deixar a sua marca. Óbvio que aqui os meninos não ficaram para trás, toca a procurar na carteira tudo o que pode ficar: viagem de Bragança a Lisboa, o cartão de fidelidade do Barcarola do Nuno, papéis escritos por todos nós. Missão cumprida, podemos partir. 





Estava quase na meia-noite. Heeei, o Nuno faz anos. Somos a vergonha, não bolo, não champanhe. Fomos para a Green Bridge e presenteámo-lo com as nossas vozes ao ritmo de “Parabéns a você”. Os anos do Nuno duraram 20 minutos, mas 20 minutos de pura estupidez. Ainda dançámos a “bandera” onde a Sara escavaca o telemóvel e a Filipa desajeitada se farta de dar biqueiradas nas canelas do pessoal. Acho que se aproveitou um bocado da situação. Foi assim que fizemos o poster “Aniversário”. E chegados ao hostel, ao nosso confortável quarto, cada um se pôs no seu computador. Até que a Célinha fica com as birras do sono e já só diz bodega! Bem, há que aprender a lidar com isso. Era verdadeiramente hora de ir à cama. Sim, porque eu digo “ir à cama” e não “ir para a cama”. Chatas!





 




PS: Apesar de parecer um post da Sara, mega descritivo e grande, fui realmente eu que o escrevi. Normalmente não gosto, mas estamos a caminho de Liubliana e não quero adormecer para fazer companhia ao Nuno e à Filipa. A Sara acabou de acordar e disse: “Ainda estás a escrever?”. Vá, compenso todas as vezes em que aqui nada fiz.
PS2: Deixo o dia seguinte, sobre Buda, para a minha sista Pipz!
PS3: SINTO MUITO A VOSSA FALTA GENTE @ SEMPRE PRESENTES

Célinha

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Peste

Budapeste é um mundo. Encanta-me! E ainda só vimos um lado da cidade: Peste. Amanhã vamos para Buda. Para mim, o auge da road trip!
Mas vamos com calma, isto em termos físicos. Porque se nos fascina a amabilidade com que nos tratam na nossa Ljubljana, aqui as pessoas são rudes e mal educadas. Cospem para o chão escarretas verdes e nojentas. A sopa parece a água de lavar o tacho que tem o molho do refugado. A pizza tem um tomate tão doce que enjoa. A água normal é com gás. Os bolos que parecem com chocolate, na realidade têm qualquer coisa que não sei descrever (verdade seja dita, também não provei). As escadas para descer a Catedral de St. Stephens são uma espécie de corredor da morte e se te agarras para descer em segurança as mãos cheiram a ferrugem. O lago à volta do castle secou ou está em construção. O homem do metro tinha a mania que era esperto, mas o Nuno logo o despachou com um “go fuck yourself” (entre dentes). Têm a mania que os turistas são burros, mas disso a gente não papa! O Terreiro do Paço é mais giro do que o Heroes Square.
Com isto, Budapeste parece um quadro negro. Mas não, ao pé do resto, isto é mínimo. Zero. Os jardins, as pontes, o rio, os edifícios, as ruas, os bares… Só para terem noção: Já quero voltar e ainda nem sequer parti.

Célinha

PS: O mais brevemente possível, detalhamos a nossa visita. Foi só para dar um cheirinho. Agora, chichi e cama. Ah! E Parabéns ao Nuno. Toma Nuno, o Comando é “teo”! (Para aqueles que não sabem, o apelido do Nuno é "Comando" lol)